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Comitiva da OCDE debate na CRE retrocesso no combate à corrupção
24/10/2019 16:56 em Política

Da Redação | 24/10/2019, 13h56/Agência Senado

A imagem da capa do site Multisom foi retirada de arquivos da internet/Google

  • Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores, durante reunião desta quinta-feira

Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores, durante reunião desta quinta-feira
Pedro França/Agência Senado

 

Uma comitiva de alto nível da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) visita o Brasil em novembro para analisar os esforços do país no combate à corrupção. Aproveitando a ocasião, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou um requerimento do senador Marcos do Val (Podemos-ES) para que o colegiado receba os representantes da OCDE em audiência pública. O senador lembrou que o Brasil pleiteia tornar-se membro pleno do organismo e é signatário de uma convenção da OCDE para o combate à corrupção.

 

— Matérias veiculadas na imprensa explicitam que a Comissão Anti-suborno da OCDE está preocupada com a capacidade do Brasil de investigar corrupção envolvendo funcionários públicos estrangeiros. Estão apreensivos com a decisão do atual presidente do STF (ministro Dias Toffoli) de proibir o compartilhamento de informações da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) com órgãos de investigação, sem prévia autorização judicial. Também veem ressalvas na Lei do Abuso de Autoridade (Lei 13.869, de 2019). A comissão da OCDE sugere que a capacidade de investigação nos casos referidos está seriamente ameaçada. O atual governo elegeu-se prometendo combater a corrupção. Retrocesso nesta área será comprometedor tanto interna quanto externamente.

 

A CRE também convida para o debate o procurador-geral da República, Augusto Aras; o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Andre Luiz Mendonça; e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. A data será definida pelo presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

 

Os senadores também aprovaram a realização de outra audiência pública com o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Ainda sem data definida, o debate deve abordar as diretrizes dos trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

Fonte: Agência Senado

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