Governo de MG muda calendário escolar e sindicato diz que motivo foi economia
06/01/2018 - 9h36 em Educação/Cultura

As aulas, que começariam no dia 5 de fevereiro terão início só depois do carnaval, no dia 19. Segundo o estado, a data dá mais 'tranquilidade' ao retorno


JCJuliana Cipriani/Site Estado de Minas - A imagem da capa do site Multisom foi retirada de arquivos da internet

Postado em 05/01/2018 12:49 / Atualizado em 05/01/2018 13:09


O governo de Minas Gerais adiou o início do ano letivo no estado para depois do carnaval. A resolução com o novo calendário foi publicada no Minas Gerais desta sexta-feira (5) e, segundo a Secretaria de Educação, teve o objetivo de otimizar os processos de distribuição de turmas e cargos. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), que terminou o ano sinalizando uma greve para a volta às aulas por causa do atraso no pagamento do 13°, acusa o governo de tomar a medida para economizar nos gastos com a contratação de mais de 130 mil temporários. 


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O calendário passa o início das aulas de 5 de fevereiro para 19 de fevereiro. O chamado ano escolar, que é o retorno somente dos professores para planejar as atividades pedagógicas, passou de 1º para 15 de fevereiro. As datas costumam ser seguidas pelas escolas municipais.

Em nota, o Sind-Ute diz que a mudança foi para economizar com os temporários e com as extensões de carga horária de efetivos. Ainda segundo o sindicato, o Executivo terá menos gasto com transporte e alimentação escolar. “Não há o que justifique o governo fazer economia às custas do direito à educação, porque ao fazer isso ele desvia os recursos vinculados a área para investimento em outros setores”, diz o sindicato. 


A Secretaria de Educação nega qualquer relação da mudança com economia de gastos. Segundo a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Augusta Mendonça, a reorganização do calendário foi necessária para garantir um início de atividades mais tranquilo nas escolas, sem a interrupção do carnaval. “Dessa forma, iniciamos o ano escolar efetivamente após o feriado, sem nenhum prejuízo no cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária anual dos estudantes”, garantiu.

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