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Projeto que garantiria recursos para o 13º dos servidores de MG fica para 2018
20/12/2017 - 12h47 em Minas Gerais

Mesmo assim, o governo anuncia proposta para pagar os servidores em reunião com os sindicatos nesta quinta-feira


JC - Juliana Cipriani/Site Estado de Minas - A imagem da capa do site Multisom foi retirada de arquivos da internet

Postado em 20/12/2017 11:28 / Atualizado em 20/12/2017 12:22

 

A votação do projeto de lei da securitização das dívidas dos estados, colocada pelo governador Fernando Pimentel (PT) como único plano para obter recursos para pagar o 13º salário dos servidores públicos, ficou para o ano que vem. Por falta de acordo, o texto não entrou na pauta do plenário desta quarta-feira (20), apesar da promessa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ).

Mesmo com o adiamento, o governo de Minas informou que vai manter a reunião com os representantes dos sindicados dos servidores nesta quinta-feira (21), na qual apresentará uma proposta de pagamento do 13º para as demais categorias do funcionalismo. 

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A Câmara votou na terça-feira projetos que tratam de universidades públicas e deixou para hoje apenas propostas de acordos internacionais e, com eles, encerrra o ano legislativo. Segundo o vice-presidente da Casa, deputado Fábio Ramalho (PMDB/MG), não há quorum para aprovar o projeto da securitização. “Não teve acordo porque o PP não concordou e agora não tem mais sessão, terá que ser no ano que vem. Tentei até onde pude convencer os partidos, é uma matéria que precisa de 257 votos favoráveis, agora tem que ver como o governo vai fazer (para pagar o 13º)”, lamentou. 

Os governadores Fernando Pimentel e Pezão, do Rio de Janeiro, estiveram com Rodrigo Maia na segunda-feira para pedir que o assunto fosse colocado em votação. O texto permite aos governos receber o dinheiro de credores nos bancos antecipadamente. Em troca, as instituições financeiras podem cobrar quem deve impostos, taxas, multas e outros débitos com os estados. 

Embora Pimentel tenha colocado o recurso como única forma de pagar o 13º, o secretário de Planejamento Helvécio Magalhães disse, em entrevista ao Estado de Minas, que o dinheiro que entrará do IPVA em janeiro também servirá para quitar a folha extra. O valor emitido pela Secretaria da Fazenda é de R$ 5,12 bilhões e a expectativa é que cerca de 30% dos donos de veículos paguem o tributo em parcela única, em janeiro. 

Pela estimativa do governo estadual, a securitização traria entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhão para os cofres estaduais.

A expectativa dos servidores é que o governo divulgue o restante da escala de pagamento do 13º nesta quinta-feira, quando o governo tem reunião com os sindicatos dos servidores públicos. Pelo menos, essa foi a promessa feita ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) em reunião na terça-feira (19) na sede do BDMG.

O governo anunciou as datas de pagamento do benefício natalino somente para os servidores da segurança pública (policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários) e da saúde. A primeira parcela será depositada em 26 de dezembro e a segunda, em 19 de janeiro. Em entrevista nessa terça-feira (19) à TV Globo, o secretário de governo Odair Cunha (PT) disse que a aprovação da securitização daria mais celeridade ao pagamento. Segundo ele, a estimativa é que o estado quite a folha do 13º até meados de março de 2018, como ocorreu nesse ano.

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